Audiência Pública promovida pelo Ministério Público Federal (MPF), debate sobre os impactos socioambientais do complexo da Usina Hidrelétrica de Tucuruí

Audiência Pública, realizada em Tucuruí nesta terça-feira (14/01), tratou das reivindicações das comunidades que sofreram com danos da obra da Hidrelétrica de Tucuruí.
Mais de mil atingidos participaram da audiência promovida pelo Ministério Público Federal (MPF). Na ocasião, foram debatidos os impactos socioambientais do complexo da Usina Hidrelétrica de Tucuruí (PA) e condicionantes não cumpridas pela Eletronorte.

Passados quarenta anos do início das obras da Hidrelétrica de Tucuruí (PA), ainda existem milhares de atingidos aguardando indenizações e compensações por parte da empresa responsável pela operação da usina.

As reivindicações são relacionadas à saúde, saneamento básico, educação e deslocamento compulsório de quem teve suas terras alagadas ou foram removidas para obras de desenvolvimento.

A audiência pública teve participação efetiva de todos os Prefeitos dos municípios consorciados: José Milesi (Itupiranga), Francisco Garcês (Breu Branco), José Ribamar(Goianésia), Ismael Barbosa(Jacundá), Maria da Graça Medeiros (Nova Ipixuna), Deusivaldo Silva (Novo Repartimento) e Artur Brito (Tucuruí).

Também participaram vereadores das Câmaras dos municípios consorciados, além do Secretário Executivo do COMPART, Carlos Cézar Vieira (Carlinhos).

Entre os órgãos públicos com possibilidade de atuação no local, estavam presentes na audiência, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), encarregado dos impactos das eclusas e da Hidrovia no Rio Tocantins – obras ligadas ao complexo da Hidrelétrica.

Prefeito de Itupiranga e Presidente do Compart, José Milesi, muito aplaudido em seu pronunciamento